O Jardim do Éden


A expulsão do Homem do Jardim do Éden foi uma escolha, ao rejeitar a Lei e fazer para ele um mundo construído pela regras da árvore do bem e do mal, em detrimento das leis cósmicas e naturais.
A maioria não têm o menor interesse em voltar de onde foram expulsos – enquanto o caminho está aberto e sinalizado para os que querem retornar.
A expulsão não foi por um ato impensado, impulsivo de ser enganado a morder a “maçã”, como pode parecer, mas o resultado de uma longa e persistente série de desvios voluntários.
Aqui novamente, a investigação da “mulher” ser a causa do pecado precisa ser compreendida. É óbvio que isso não se passa nas pessoas dos primeiros humanos, mas no seu interior, na mente de cada um deles. Não é a fêmea humana induzindo o macho humano ao erro, mas aspectos femininos e masculinos que cada um carrega, seja ele(a) homem ou mulher.
O aspecto feminino tem a ver com as questões práticas da vida, com garantir o amanhã ‐ é o pensar usando as leis mecânicas de causa/efeito. Portanto, é voltar-se para o exterior, para o mundo material e suas leis – o feminino é prático e não ideal.
O aspecto masculino tem a ver com o ideal, com o aqui agora – portanto, com o interior, com a busca do motivo por trás do viver. Assim, procura a Lei, ou seja, um motivo anterior e primordial para agir.
O problema que conduz o ser humano ao erro é esse aspecto prático (feminino) que não aceita as regras, mas quer mudar para ter uma garantia preventiva, através de um truque, de uma ação forçada e ilegal para ter um resultado futuro segundo o que acha melhor e não o que o Criador determinou. Está sempre tramando, desassossegada, se antecipando – porque desconfia!
O feminino na mente, ao contrário do que muitos imaginam, não age com o coração, com a intuição, mas com a mente prática, exterior, literal – vazia de significados.
É exatamente por isso que o feminino, a Eva nas pessoas, deve estar subordinada ao masculino, ao Adão, a Lei, ao Cosmos.
Quando Adão aceita de Eva o fruto proibido, a humanidade cai porque rejeitou a criação (a natureza) e seu Criador.
Eva seduz com sua mente literal, mecânica, rápida, eficiente, mas só capaz de pensar através do sim e não. Este é um instrumento necessário e útil para a vida, mas não pode agir em detrimento da Lei, da razão superior. É o particular, o analítico comandando e decidindo sobre o sintético, o superior.
Adão e Eva, marido/esposa, são símbolos e não pessoas reais! As escrituras são representações de funções internas, de leis, de advertências, de equações e suas soluções. Se forem lidas como coisas e pessoas do passado, não fazem sentido, são lendas, contos de fadas.
A queda do homem, representada pela expulsão do Jardim do Éden, se refere ao risco de não saber lidar com o equipamento a nossa disposição, em desconhecer as várias mentes que os compõem. É uma séria advertência, infelizmente mal interpretada, como se fossem os primeiros humanos – Adão e Eva, nus e infantis, brincando de papai e mamãe no Éden.
O aspecto mecânico, automático, simplista da mente periférica, que começa, então, a dominar sobre o ser, é a Serpente inteligente e “má” que pretende saber e agir sozinha. Ela deveria estar atrás, no suporte, mas se apossa de tudo e arrasta o homem para o abismo. O homem está prisioneiro de uma máquina lógica, de um computador biológico, que imagina ser o amo e senhor. Ele está fragmentado, esquecido, confuso e desesperado. O estado caótico e desassossegado interno se reflete num mundo artificial construído à imagem dessa maquina e, esse mundo robótico externo, sem vida, ameaça dominar o seu construtor e fazer dele um escravo. As máquinas, as CPUs, as drogas, já dominam sobre a vida. Essa inversão está explícita, mas é invisível para a massa de homens máquinas. Triste fim para a humanidade.
A origem deve ser conhecida e a causa do erro, da queda, precisa ser retirada do comando e, o Eu Real, o Amo deve assumir seu lugar. É um Trabalho permanente e exigente. Enquanto as pessoas estiverem hipnotizadas pelos brinquedos que foram construídos pela Serpente, não há chance de libertação.
O Jardim do Éden não é um lugar inacessível, para onde não podemos voltar, mas a perfeição da criação, da Natureza, pronta e a disposição. Tentar mudar a base, inventar, desconfiar e questionar é o impedimento para a verdadeira evolução possível. Não pode haver evolução pela negação – é o bem da verdade que constrói. É muita pretensão e rebeldia imaginar que sabemos mais que o Criador. Hoje, vivemos essa escolha e repetimos o ato dos primeiros pais – e assim nos condenamos a uma vida exaustiva de trabalho desnecessário.

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